O Cinema Nacional é rico em criatividade e personalidade ,mas ainda enfrenta muitas dificuldades.
Muitos filmes ainda sofrem para entrar em cartaz ,há problemas de distribuição,produção e financiamento.
Segundo Carlos Gerbase um dos sócios da Casa de Cinema de Porto Alegre em entrevista disse que dificilmente se produz um filme financiado de um jeito só.´´Muitas vezes você ganha um concurso do BNDES, outro da Petrobrás, mais um pouco pela Lei de Incentivo Cultural´´.É uma espécie de quebra cabeça até completar o orçamento final.
Alem de todos esse empecilhos ainda há a necessidade de encontrar uma chance desses filmes chegaram aos espectadores e ainda sim chegar com entusiasmo.
Em 1982, a produção nacional ocupou 32% do mercado interno. Porém no governo Collor (1990-1992) com a extinção da Embrafilme o número de salas caiu de 3500 para apenas 600 salas. Hoje a venda de ingressos ainda é muito pouca em relação às décadas de 70 e 80,quando o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos que levou em 1976 nada mais nada menos que 12 milhões de pessoas aos cinemas.
O presidente da Ancine (Agencia Nacional de Cinema) tem um projeto de estimular parcerias entre emissoras de tv e cinema nacional, em troca, as emissoras poderiam abater em seus impostos a verba investida nos filmes. Essa parceria se concluída poderia combater parte dos problemas, pois facilitaria a exibição.
O Brasil produz muitos filmes anualmente, mas poucos chegam aos multiplex e muitos ficam restritos aos circuitos alternativos e festivais, onde ganham prestigio somente entre a minoria elitizada.
Infelizmente só conseguem espaço os filmes distribuídos pelas empresas majoritárias, que são filmes feitos para vender, e justamente por isso nem sempre são de boa qualidade. Se o numero de distribuidoras aumentassem e as poucas que existe se fortalecessem talvez mais uma boa parte dos problemas seria sanada.
O problema não esta unicamente na produção, distribuição e financiamento dos filmes, mas no desinteresse do público pelo filme nacional, os filmes nacionais de qualidade deveriam atingir mais as massas e ter importância cultural. Talvez se uma de nossas produções ganhasse ao Oscar isso poderia tornar uma alavanca ou o empurrãozinho que falta para a mobilização do público. O cinema é um espelho do que acontece com a população e sua cultura.
O que prova isso é o surpreendente filme sobre a vida de Bezerra de Menezes 0 filme bateu, no primeiro fim de semana, filmes que tiveram mais destaque na imprensa, A Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins, e Os Desafinados, de Walter Lima Jr. Com 1.200 espectadores por cópia, fez 50 mil espectadores de sexta a domingo. Manteve alta média durante a semana e a conseqüência é que as 44 salas que exibiam Bezerra viram 52 salas.
É a vez do cinema transcedental no país com maior adeptos do espiritismo do mundo. Talvez u público esteja cansado do tão cansado assunto ´´cine favela´´.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
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Muito bom seu texto Bárbara! O cinema nacional está cada vez melhor, mas ainda é muito difícil fazer filme no Brasil. Aqui não temos grandes produtoras, como acontece no EUA, onde quem financia os filmes são as próprias FOXs, Universais e Sonys da vida.
ResponderExcluirFalta ainda interesse do público pelos filmes nacionais, que tem uma identidade própria, não são como os americanos. Acho boa a postura nacional, de fazer filmes segundo nossa personalidade e não uma cópia mal copiada dos americanos.