
de o herói brasileiro .
Macunaíma O herói sem nenhum caráter.
Ele vem do mundo mítico da selva amazônica e da sua rede se ouve sempre o grito: "Ai! Que preguiça!...". Sua virtude mais impressionante (apesar dessa virtude ser a única!) é andar pela vida sem nunca precisar trabalhar. Se ele se levanta uma vez, se deita imediatamente em cima de três meninas num bordel em São Paulo. Macunaíma é feio. "Um brasileiro bem brasileiro” nas palavras do seu criador, Mário de Andrade.
Ele vem do mundo mítico da selva amazônica e da sua rede se ouve sempre o grito: "Ai! Que preguiça!...". Sua virtude mais impressionante (apesar dessa virtude ser a única!) é andar pela vida sem nunca precisar trabalhar. Se ele se levanta uma vez, se deita imediatamente em cima de três meninas num bordel em São Paulo. Macunaíma é feio. "Um brasileiro bem brasileiro” nas palavras do seu criador, Mário de Andrade.
"No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o inicitavam a falar exclamava :" Ai! Que preguiça!..”. O divertimento dele era decepar cabeça de saúva.”
Durante muito tempo Mário de Andrade se torturou com a pergunta, qual seria o caráter específico e original do brasileiro. Andrade foi um dos fundadores do Modernismo brasileiro, que durante a "Semana da Arte Moderna", realizada em fevereiro de 1922 em São Paulo, quis criar um ideal artístico e social de origem brasileira. Uma parte do movimento foi influenciado pelos Expressionismo e Surrealismo europeus emergentes. Mário de Andrade se opôs contra essa internacionalização, que ele entendia como desnacionalização. Preferia procurar as raízes da brasilidade no próprio paísé, sem dúvida, o livro mais importante do modernismo brasileiro. Andrade pula no seu livro entre os vários estilos, tais como a crônica, as lendas épico-líricas, as paródias, a história, a mitologia e o folclore, misturando tudo numa panela, temperando bem forte com a fala brasileira, o português brasileiro, cheio de palavras de origem africana e indígena, tão colorido e confuso como a gente deste país.
"Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro, Macunaíma dandava pra ganhar vintém. E também espertava quando a família ia tomar banho no rio, todos juntos e nus.Passava o tempo do banho dando mergulho, e as mulheres soltavam gritos gozados, por causa dos guaimuns diz-que habitando a água-doce por lá. Nos machos guspia na cara."
"Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro, Macunaíma dandava pra ganhar vintém. E também espertava quando a família ia tomar banho no rio, todos juntos e nus.Passava o tempo do banho dando mergulho, e as mulheres soltavam gritos gozados, por causa dos guaimuns diz-que habitando a água-doce por lá. Nos machos guspia na cara."
Onde estou querendo chegar.
Li em uma comunidade do orkut essa semana falando sobre a semiótica sobre o protagonista do seriado do mesmo nome Chapolin. O forúm dizia sobre a subliminariedade de Chapolin.
Mensagem subliminar de Chapolin
Os pesquisadores em comunicação e psicologia identificaram várias mensagens subliminares com referência comunista nos episódios do programa infantil Chapolin. As letras "C" e "H" estampadas no uniforme do protagonista faz alusão ao movimento "Comuna Hermano!" que estava em ascensão no Mexico no periodo em que foram gravados os primeiros episodios da série (década de de 70). Não podemos nos esquecer do vermelho, símbolo da esquerda, a cor do uniforme do Chapolin. O personagem Chapolin é uma crítica direta a cultura americana capitalista e é o verdadeiro anti-herói das HQ dos EUA: ele é fraco, medroso, desajeitado, covarde, meio idiotizado, mas que mesmo assim vence seus inimigos.
Já que Macunaíma é nosso herói brasileiro. Seria o Chapolin o herói mexicano?

Nenhum comentário:
Postar um comentário